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Por vezes o recurso ao mito permite dar significado mais amplo às catástrofes humanas, às epidemias e aos males em geral. Ao que parece, a instrumentalização da natureza de forma inadequada, ou até a manipulação genética para os estudos virais, sugerem a analogia com o mito da Caixa de Pandora, que foi dada a Pandora como presente de Zeus quando do seu casamento com Epimeteu. Não faltaram avisos do seu irmão Prometeu para que não aceitasse tal presente. Prometeu foi condenado por Zeus a um suplício atroz por ter roubado o fogo dos céus e trazido à terra, e por isso ter seu fígado devorado por águias, e como regenerasse, passou 30.000 anos de tormento.

Não faltam especulações sobre a disseminação da infecção do coronavirus, como o resultado da manipulação genética sem as devidas cautelas tendo escapado do controle, gerando a pandemia do covid19.

A Caixa de Pandora foi aberta por Epimeteu, que não aceitou a orientação do seu irmão e espalhou todos os males, porém a caixa foi fechada a tempo e permaneceu no seu interior a esperança. Dai por vezes se empregar a expressão de que: a esperança é a última que morre.
Em que pese o exagero, é verossímil a causa da pandemia, como fruto da falta de limites no uso da tecnologia, que paralisou o mundo, com expansão dos seus males em velocidade incrível ultrapassando todas as fronteiras. Fica o questionamento: não é verdade que o ser humano se encontra fragilizado?

Este fenômeno da expansão do mal sem necessidade de invasão de exércitos, de armamentos, de drones e bombas para a destruição requer a reflexão sobre a necessidade de um aprimoramento moral da humanidade, ou melhor de todos e cada um dos homens. Não se pode relativizar uma ameaça de pesquisas biológicas com manipulação da vida, que podem fugir do controle. Os efeitos da Caixa de Pandora do covid19 chamam a atenção de todos, de que: nem tudo o que é possível fazer tecnicamente, se legitima por si próprio, sem a análise ética e da governança apoiadas na defesa da vida humana.

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